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Itabirana
O que têem em comum Mons, na fronteira belgo-francesa, Santo Amaro da Puricação, terra de Caetano e Betânia e Itabira, aqui perto, a pouco mais de 100 quilômetros de Belo Horizonte?
Pois foi sobre estes três platôs mágicos, mais Itambé do Mato Dentro, cujo nome é em si um poema, que surgiu o talento e a criatividade de Luisa Reis.
Foi entre as áleas, estátuas e jardins, com passeios encascalhados que seu avô, o poeta e ambientalista ( quando ninguém ainda falava disto) Amarílio Reis, enquanto burilava sonetos, como relatou em famoso poema, chamado “1914” que o velho Amarílio Reis ( 1897-1993) que a jovem Luísa cresceu.
Naquele jardim encantado, havia estátuas,uma delas apelidada, sabe-se lá porque, de “Sêu” Joaquim.
Ninfas de gesso, feitas pelo escultor popular Alfredo Duval, também citado no famoso poema “Confidência do Itabirano”, pareciam sair das samambaias, bem juntas a um enorme muro de pedras, sem cimento, colado por uma floresta de heras.
Dentro da casa, havia painéis cubistas e uma cena, na sala de jantar, que mostrava caça e vegetais, de autor anônimo.
Creio que o enorme talento de Luisa para a decoração, o paisagismo e o amor às plantas veem do eco daqueles distantes anos.
Hoje, Luísa não é mais uma promessa: é uma realidade.
Ela decora com poesia e arte; daí o resultado que salta aos olhos: seu trabalho é atemporal.
Seu compromisso é com a beleza estética, aquela que faz brilharem os olhos, não só os do corpo, mas, principalmente, os da alma.
Não há quem deixe de se emocionar com o que ela faz a partir de elementos simples: pedras, seixos, um fio de água cristalina, flores e folhagens silvestres, tudo isto que faz o retrato da artista que hoje deslumbra os iluminados e os chama a contemplar a beleza da Natureza.
Bem Vinda, Luisa e continue a nos brindar com suas criações, que enriquecem estes dias tão apressados e frenéticos. Seu trabalho nos faz sonhar: a vida pode ser bela. Bela assim como Luisa.
Robinson Damasceno é Jornalista


